terça-feira, 18 de setembro de 2007

O meu encontro...


Repousavas em minha mente, sem forma, sem pressa.
Eu esperava, mas não batias em minha porta e ela estando aberta, ninguém entraria. Havia somente o teu lugar...
Em palavras e em gestos, tudo quanto o meu coração sentia pela tua calma, ele delirava sem saber com qual sangue se debatia.
Eu sentia passar nas veias o teu aroma inconfundível, querendo confortar-me, mas tu não vinhas e eu não te esquecia.
Era um encanto, no qual eu perdia a tarde, para também perder a noite.
Eu era confuso, mas tinha certeza da tua existência.
Era esperar.
Senti a pressa me bater e tu estavas por perto, tão perto que podia apertar meus braços e ouvir o teu delírio.
Contornarias a minha face e sentiria a tua essência... Era um instante definitivo.
Era hora de sentar e conversar.
Eu sabia, mas ainda não era justo.
Eu chorava e ainda não podia ficar, era um dia calmo e tranqüilo.
Prosseguir com ele era como adormecer no sonho.
Seria um lindo sonho, mas não era permitido.
Precisava te ver quando passasses em frente a calçada.
Sabia que não me despertarias do meu sono profundo.
Se assim fosse, acordar para a realidade seria um gosto amargo e o sonho seria nada mais que ilusão.
Eu participaria da hora dos enfeites, guardaria as mais belas rosas reservadas em tua mesa.
E o teu lugar seria o meu, o melhor.
Um palco longe do espetáculo, pertinho dos meus olhos, abraçado em teu coração.

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