terça-feira, 18 de setembro de 2007

O perdão...

Orgulhei-me tanto de tão pouco que era e podia ser.
Senti elevar a auto-estima de tudo que fiz e era capaz de fazer.
Inventei mil razões que justificassem meus atos e palavras.
Amparei-me no meu altruísmo e procurei vencer as minhas falhas.
Eu não via erros, ou falsidade, nem mesmo complicações.
A verdade estava escrita em algum lugar que não interessava a ninguém.
Nem mesmo a mim, porque não fazia diferença.
Era ser ou não ser.
Sem alardes, sem hipocrisia, jogos de cena e representações baratas.
Tudo fazia parte do teatro, tudo estava na peça.
A vida pregava a sua, em meio a sua ironia e meu constrangimento.
Sei lá se havia risos, o que importava é que se aprendia uma lição.
Dolorosos aprendizados marcavam-me o rosto e a alma.
Certas coisas seriam inesquecíveis, mas suportáveis.
E dessas cicatrizes, ficariam também boas lembranças.
E seria ironicamente através delas, que se faria a trajetória.
O futuro desejado seria uma conquista impulsionado pelo passado.
E o presente viveria apenas da essência daquilo que ficou.

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