segunda-feira, 24 de junho de 2019

Sonhos

A carruagem era de pedra, e no entorno da montanha tinha ouro. Foi-se o navegador, por entre as colinas em busca de um sonho. Havia ouro e se não houvesse, havia o sonho.
Assim o navegador deixou o mar e para trás também seu barco. Não abandonou apenas seu velejar. Com ele partiu um outro sonho, que ficou para trás, atracado em um porto.
E em sentidos opostos partiram os sonhos de desbravar outros mares. E de outro lado, os montes de ouro, se é que estavam lá. Mas não importava, bastava apenas que os sonhos estivessem. Persegui-los era mais importante que toda a riqueza.
Aliás, ninguém perseguia fortunas, apenas a realização.
E assim, foi-se o navegador, com a experiência dos oceanos, sem aportar.
Assim, partiu, olhando as mesmas estrelas do mesmo céu. Era tudo tão familiar.
Que diferença fazia? Que diferença faria?
Havia um tempo para cada sonho e aquele havia chegado ao fim, mesmo que não soubesse...Fora em busca de outros destinos.
Agora era um novo tempo, era o ciclo do ouro, talvez dos tolos, mas tolos são os que não sonham.
Havia muito tempo para isso, sei lá se dentro ou fora do sonho. O que importava era poder prosseguir.
Afinal a corrida era como chegar ao fim do arco-íris. Um dia iria chegar como retas que se encontravam no infinito. Um dia chegaria ao fim. E sem se perceber do ouro, o navegador encontrou um novo sonho ao final de sua busca e assim, foi... encontrando tesouros e mais tesouros.
A sua vida se tornou em uma infindável busca de tesouros que ainda precisavam ser encontrados, não sem muita luta, não sem muita abnegação.
Pois assim são os sonhos: indomáveis e incertos, mas para pessoas certas.
"Coisas boas estão por acontecer... Basta lutar um pouquinho por eles".

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