Eu preciso estar, simplesmente quando a ordem é partir. Nem mesmo com subterfúgios ou desenhos de qualquer moldura não haverá conselhos, tão pouco palavras de boas vindas, que possam determinar o que se pode ou não dizer.
Sou o veículo e a estrada... Faço o meu destino por entre quatro paredes, sem janela alguma que me oriente ou responda, quando estou errado.
Sou frase feita na idéia das pessoas, num voo sem escala, a qual impede que a chegada seja o ponto de partida de um recomeço.
Na verdade soam como velhos tropeços, em velhos caminhos, nos mesmos atalhos, das mesmas e desconhecidas pessoas que trafegam pela mesma avenida. Que da mesma forma continuam a me impedir de revelar a verdadeira caminhada... Um novo marco que permitiria vislumbrar um sentimento melhor e mais otimista do futuro. Percebo então que apesar de tantas mudanças, sou ainda o mesmo e que qualquer coisa fora dessa vertente se resume à morte dos meus mais profundos anseios.
A vida irá cumprir o seu papel e representará de qualquer maneira, porque a sua atuação é inquestionável e, pior, inquestionável, por mais dramática que seja a peça. Todos indelevelmente, como bons atores irão cumprir o seu papel, assim designado, determinado, contratado, decorado, ensaiado e agora desempenhado... Neste pequeno palco, em última instância, à revelia do público e da bilheteria.
A vida tem hora marcada para começar e terminar... Não espera e nem tão pouco admite faltas, mas não se surpreende com o improviso, nem com as mudanças de cenário ou de roteiro... Ela compartilha sua arte com toda a graça seu pequeno espaço, com todos os protagonistas que a ela vem oferecer a sua arte. Ela tem a capacidade de tornar qualquer coadjuvante em ator principal, unicamente conforme o seu desempenho, sem protecionismos ou preconceitos. Ela simplesmente respeita seu livre arbítrio: você é o ator. Se quiser, seu diretor, roteirista e tudo o mais... Basta querer!
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