segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Derradeiros...

Tuas lágrimas despertaram o que me fez te esquecer.
Eu me vi em meio ao cumprimento da profecia,
Que já era tarde, mas parecia cedo e haveria tempo.
Que eu ainda sentiria pouco o vazio que me restava,
Que parecia tudo e não restava nada, nem segunda chamada.
Porque o desfecho das histórias estava mal contado.
Como poderia questionar o final qualquer da autora.
Se me sentia ludibriado, mas estaria meio que embriagado
Do veneno de cheiro doce e cor cobiçosa e gosto amargo.
Porém, é certo que esses goles deveriam ser mortais,
E no entanto, apunhalaram e não destruíram, não afogaram.
Ao contrário, se acumularam. E na dor e no respingo das gotas
Parecia uma última imagem, trançada de verde ao tato aveludado
Surgiria como algo que no extremo suspiro,
Teu perfume debruçado em teu rosto,,
Tua saliva estagnada em minha boca,
Na tentativa de seduzir uma derradeira ferida
A desferir uma última adaga em meu peito.

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