Esperei a melhor hora para guardar mais versos na geladeira. Deixaria ressecá-los para desidratar até a última palavra e restassem só as rimas. Pobres ou não, seriam as minhas, seriam de todas as frases, seria só poesia. Seria um delirante aconchego de tudo que poderia passar por entre os meus ouvidos. Sobre o fato de querer e não poder. Eu ficaria ácido e deveria ser ávido, seria um aviso de que falta algo enfim. Foi uma jornada válida, persistente e insólita. Seria veneno na boca que se disfarçaria em cura. O que não deixaria de ser verdade, já que se presumia que ali haveria paz.
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