Entre tantos descasos, olhou o retrato bem de longe, tanto quanto era distante o resquício de saudade...
Já era fim de tarde e comoveu-se diante da imagem que fustigava os pensamentos. Reviver era coisa da idade...
Descansou, pousou o corpo no conforto da vitória. Que gosto era esse?
Saboreava o fel e vibrava solitário pelas conquistas e mazelas que sofresse.
Mas não era dor, não tinha cor. Nem sentia remorso. Não sentia nada.
A melhor equipe entrara em campo, num esforço pela última tacada.
Existem coisas que o dinheiro não compra... não estava a venda.
Há momentos em que o melhor é esperar, resiliência que o tempo alimenta.
São coisas do destino, que ensina a quem assiste atentamente.
Combate o cansaço e fortalece o passo persistente.
Oportunidades únicas dessa trajetória chamada vida.
Não era ainda tarde demais para o recomeço,nem cedo demais para um novo tropeço.
Muito pelo contrário, era hora certa daquele que espera,
que cumpre o ritual, que para na esquina e aguarda o sinal.
Na verdade antecede a estreia do novo eu.
Que sempre sonhou, que sempre quis.
Que jamais esqueceu, que envelheceu protagonista de sua história...
do seu final, agora feliz.
terça-feira, 8 de agosto de 2017
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Desenhei...
Esperei a melhor hora para guardar mais versos na geladeira. Deixaria ressecá-los para desidratar até a última palavra e restassem só as rimas. Pobres ou não, seriam as minhas, seriam de todas as frases, seria só poesia. Seria um delirante aconchego de tudo que poderia passar por entre os meus ouvidos. Sobre o fato de querer e não poder. Eu ficaria ácido e deveria ser ávido, seria um aviso de que falta algo enfim. Foi uma jornada válida, persistente e insólita. Seria veneno na boca que se disfarçaria em cura. O que não deixaria de ser verdade, já que se presumia que ali haveria paz.
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