domingo, 16 de outubro de 2011
A sutileza de sonhar...
Lentamente ela desenhou a sua imagem, reescreveu a minha história e ensinou coisas que eu não sabia.
Fez-me enxergar cores que eu desconhecia e colocou-se num retrato oculto, em uma estante particular.
Dentro da minha sala íntima me fiz ator e cantei como jamais.
Depois de tudo, partiu... Se houve adeus, eu quase não quis ouvir.
Fiz de conta que não sabia, deixei o barco à deriva.
Quem sabe o mar me carregasse para um porto seguro.
Contudo, nenhum vento de tempestade se percebeu, nenhuma poeira se levantou, nem mesmo sua voz.
Ainda ecoaram-se sons distantes, como se revelasse um casual encontro.
Mas nem mesmo um possível delírio, nem uma insana revelação.
O porto estava vazio e os remadores haviam deixado seus pertences largados, como se fossem voltar...
Mas não era hora e nem lugar.
Por alguma razão, imprópria ou mesmo um receio inexplicável aquela profecia não se cumpriria.
A vida retomaria a sua rotina e os velhos ficariam novamente a dar as cartas.
Era um jogo virtual, tal qual nossos sonhos enquanto adormecidos.
Tudo ficou igual novamente.
Parecia até que nada havia acontecido.
Teria sido tudo um sonho?
sábado, 15 de outubro de 2011
Reviravolta
Não devia haver desprezo, pois havia um suposto amor.
Que mesmo sem saber sê-lo ainda teimava em convencer do contrário.
Parecia frase feita, mas não fazia efeito.
O encanto foi desfeito e não mais ludibriava...
Ao contrário, agora tinha razões de sobra para exigir sua verdadeira vocação.
Eu já nem sei mais se faria alguma diferença experimentar um gostinho de liberdade.
Talvez, rimasse com paz, mas era sabido que não tinha muito a ver.
Só o fato de saber e exercer esse direito, tornava-me grato por todas as possibilidades.
Eram oportunidades irrecusáveis, porém quase imperceptíveis.
Somente olhos treinados teriam habilidade para reconhecer.
E só os coraçōes puros seriam capazes de dominar esse poder.
O fogo passava a ser amigo e os dias, descansos.
Era hora de saciar a sede e ceder aos fatos oriundos de sonhos esquecidos.
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