quinta-feira, 9 de junho de 2011

Amores, eternos e únicos...

Caminhei por lugares distantes em busca de um amor e, no entanto, o que encontrei facilmente fenecia, sucumbindo às agruras do tempo.
Nessa fragilidade, descobri que amores eternos resistem menos que a nossa existência.
E que mesmo assim, deveria vivê-los tão intensamente, como se fossem únicos, ainda que não o sendo.
Então, para vivê-los, se ainda o tempo me alimentasse a capacidade de criá-los e de mantê-los, construiria do que resta um doce lar, enquanto meus pensamentos, ainda meus, oferecessem lucidez para inovar as repetidas declarações de amor, minha voz entoasse na mesma paixão as velhas e românticas canções e conseguisse, quem sabe, alinhavar algumas doces e assertivas palavras para ludibriar os ouvidos daquela que quisesse viver esse amor.

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