terça-feira, 8 de agosto de 2017

Recomeço...

Entre tantos descasos, olhou o retrato bem de longe, tanto quanto era distante o resquício de saudade...
Já era fim de tarde e comoveu-se diante da imagem que fustigava os pensamentos. Reviver era coisa da idade...
Descansou, pousou o corpo no conforto da vitória. Que gosto era esse?
Saboreava o fel e vibrava solitário pelas conquistas e mazelas que sofresse.
Mas não era dor, não tinha cor. Nem sentia remorso. Não sentia nada.
A melhor equipe entrara em campo, num esforço pela última tacada.
Existem coisas que o dinheiro não compra... não estava a venda.
Há momentos em que o melhor é esperar, resiliência que o tempo alimenta.
São coisas do destino, que ensina a quem assiste atentamente.
Combate o cansaço e fortalece o passo persistente.
Oportunidades únicas dessa trajetória chamada vida.
Não era ainda tarde demais para o recomeço,nem cedo demais para um novo tropeço.
Muito pelo contrário, era hora certa daquele que espera,
que cumpre o ritual, que para na esquina e aguarda o sinal.
Na verdade antecede a estreia do novo eu.
Que sempre sonhou, que sempre quis.
Que jamais esqueceu, que envelheceu protagonista de sua história...
do seu final, agora feliz.